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"Eles ainda amam o bairro que Lisboa apagou do mapa"

  • 30 de mar. de 2019
  • 1 min de leitura


“Parece uma "ilha" plantada dentro de Lisboa.”

“[A Quinta do Cabrinha] Foi pensada como o recomeço que todos esperavam: o mesmo Casal Ventoso, num embrulho melhor. Mas rapidamente a esperança deu lugar a um luto por fazer. Os antigos vizinhos viram-se longe pela primeira vez. Às suas portas, pode já não se falar em droga como antigamente, mas Maria não gosta de aqui morar. Não é só pela degradação dos lotes habitacionais, é principalmente por ter sido obrigada a abandonar o bairro que a viu nascer.”





Há 20 anos atrás, em 1999, mudavam-se os primeiros habitantes para o recém construído bairro Quinta do Cabrinha, não por vontade própria, mas sim porque estavam a ser realojados no seguimento da destruição do seu antigo bairro, o Casal Ventoso.

Inicialmente ninguém se queixava do realojamento, pois efetivamente estavam a mudar-se para condições superiores àquelas em que se encontravam, mas rapidamente se começou a fazer notar um sentimento de “luto” que não tinha sido feito e toda uma saudade do bairro que os viu nascer e crescer, onde nunca mais poderão voltar.

Numa série de 3 capítulos, o Diário de Notícias fala diretamente com quem sentiu na pele todo este processo de abandono forçado do Casal Ventoso, e mostra-nos que apesar de a demolição e realojamento terem sido necessários, não foram feitos da melhor forma e deixaram mais mazelas e arrependimentos que propriamente soluções.

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