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Rui Lagartinho

  • 30 de mar. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de abr. de 2019


Entrevista com Rui Lagartinho na junta de freguesia de S. VIcente

Rui Lagartinho mora “na zona da Graça” há 22 anos e atualmente trabalha na junta de freguesia de São Vicente, é jornalista e é o responsável pela galeria Arte Graça.

Gosta muito do bairro mas afirma que este mudou muito nos últimos anos, tornando-se mais conhecido e mais procurado, o que levou também a um aumento turístico.

Nos últimos anos o Largo da Graça sofreu algumas alterações, como a adição de um coreto e um aumento da zona pedonal, de modo a tornar este espaço mais apetecível.

Contudo este aumento de turismo causou alguns problemas aos moradores. O trânsito tornou-se mais complicado, os parques de estacionamento não são os suficientes e os acessos a transportes públicos são muito escassos.

O que gosta mais é do espírito de comunidade e de existir uma vida local importante. Gosta menos da dificuldade de haver um maior equilíbrio, está sempre tudo cheio e a pouca regulação dos carros elétricos e dos tuc tuc.

Um problema muito atual é a falta de jovens. Os que existem são muito dinâmicos mas não vivem o seu dia a dia no bairro, tendo este mais a função de dormitório. Devido ao preço alto das rendas também há uma quebra na dinâmica familiar, porque os filhos não conseguem continuar a morar na mesma zona dos pais.

Por fim, conta a história do bairro Estrela d’Ouro, que foi fundado no início XX por um industrial da panificação para o alojamento dos trabalhadores. Pertence também ao bairro o Royal Cine, o cinema onde passou o primeiro filme sonoro em Portugal. A antiga casa nobre é agora um lar de idosos. O nome do bairro tem origens galegas, pois o fundador, Agapito Serra Fernandes, era de Santiago de Compostela ou, como dizem os locais Stella Maris.

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